quinta-feira, 31 de maio de 2012

Completai em mim a obra iniciada...






Neste dia nos alegramos e louvamos a Deus pelo sim de nossos irmãos de comunidade que perpetuam assim o SIM de Maria em suas vidas e na Igreja.

Rezemos pela vida e vocação de Valter, Cristina e Karina que hoje se consagram a Deus em uma radical entrega para que possam sempre persevarar neste bom propósito e assim permitir que se complete em suas vidas a obra iniciada.

Que neste dia da Visitação , Maria possa interceder por eles para que possam também ser portadores das Boas Novas de Deus.

Hoje a Igreja celebra a Visitação de Nossa Senhora...

Visitação de Nossa Senhora
No dia 31 de maio celebramos a festa litúrgica de Nossa Senhora em visita a sua prima Isabel. "Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para uma região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.

Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ven­tre, Isabel ficou repleta do Espírito Santo e exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visi­te? Pois, quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz és tu que acre­ditaste, pois o que foi dito da parte do Se­nhor será cumprido'.

Maria então disse: A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim.

O seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de corações orgulhosos.

Depôs poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Cumulou de bens os famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel seu servo, lembrado de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre" (Lc 1,39-56).

Até o momento da anunciação Maria vivia voltada para Deus, no seu silêncio e na sua vida de oração. Mas, logo em segui­da, ela descobre que não é apenas desti­natária de tão grande graça de Deus, ela é agora portadora dessa graça. Ela vai ao encontro de Isabel, com a alma em festa, levando o menino Jesus em seu seio.

Ela é a nova Arca da Aliança, que semeia um ras­tro de bênçãos por onde passa. Isabel representa o povo de Israel que espera a intervenção salvadora de Deus, Maria é o seio que gera o Salvador. Ali acontece a grande manifestação da glória de Deus, pois, o tempo da espera termina e começa, com Jesus, o tempo do cumprimento de tudo o que foi prometido por Deus e esperado pela humanidade.

Hoje a  Comunidade Divino Oleiro se alegra com o sim de nossos irmãos: Valter, Karina e Cristina que professam neste dia a profissão solene dos conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade. Que Maria interceda pelas suas vidas e vocações. Neste dia da Visitação, que eles possam também ser portadores da Boa Nova de Deus, para que o Senhor complete neles toda a obra começada.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rezemos clamando o Espírito Santo de Deus nas nossas vidas...

O Espírito Santo no Propósito de Deus
O Espírito Santo possui todas as características de uma pessoa e é um dos membros da divindade. Mal se começa a ler a Bíblia e já se percebe que o Espírito está associado com Deus e é um ser poderoso. O Pai, o Filho e o Espírito Santo desempenharam, cada um, um papel na criação (Gênesis 1:1-2; João 1:1-3; Colossenses 1:16).

Uma das funções principais do Espírito Santo no projeto divino de redenção é a obra de revelar e confirmar a mensagem de Deus ao homem. Sem a obra do Espírito, não seria possível que o homem se salvasse. O que o homem pode aprender com Deus na criação material é importante, mas é muito limitado; jamais alguém poderia saber a vontade de Deus apenas observando a criação (Romanos 1:18-20). No restante deste artigo resumiremos a obra do Espírito Santo na revelação e na confirmação da Palavra de Deus ao homem.
O Espírito Santo e o Antigo Testamento
Pedro informa-nos que a mensagem dos profetas do Antigo Testamento não teve origem nos próprios homens. Os homens, segundo ele, foram "movidos pelo Espírito Santo" para falar (2 Pedro 1:20-21). Os profetas do Antigo Testamento foram movidos, orientados ou levados pelo Espírito Santo para dizerem exatamente o que Deus queria que dissessem e no exato momento que ele desejava. Vários textos no Antigo Testamento declaram que o Espírito Santo participou ativamente na revelação da vontade de Deus naquela época. Davi disse: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Samuel 23:2). Após retornarem do exílio babilônico, os levitas recontaram em oração as bênçãos que o Senhor tinha dado a Israel. Eles diziam: "E lhes concedeste o teu bom Espírito para os ensinar . . . e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito por intermédio dos teus profetas" (Neemias 9:20, 30). O profeta Zacarias disse que as pessoas "fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam" (Zacarias 7:12). Observe que Deus enviou as suas palavras por seu Espírito por meio dos profetas.
O Espírito Santo e o Novo Testamento
Na noite anterior à crucificação, Jesus informou os apóstolos que retornaria ao céu e pediria ao Pai que lhes enviasse o Espírito Santo para servir-lhes de guia (João 14-16). Ele disse: "O Espírito da verdade . . . vos guiará a toda a verdade" (João 16:13). Será que essa promessa foi cumprida? Os escritores do Novo Testamento afirmaram reiteradas vezes que sim.

Paulo disse que o mistério "em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito". Ele afirma ter escrito o que foi revelado e podia ser entendido pelos santos (Efésios 3:3-5). Paulo disse que os dominadores deste século não entendiam a sabedoria de Deus. Aliás, segundo ele, as coisas que Deus preparou para o homem nem mesmo tinham entrado no coração do homem. Ele disse que "Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus" (1 Coríntios 2:10). Paulo ressaltava que as palavras que ele proferia eram "ensinadas pelo Espírito" (1 Coríntios 2:13).

Esses versículos deixam claro que o Espírito Santo havia então revelado a vontade de Deus ao homem. Outras referências mostram que a revelação está completa. Leia 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3-4; Judas 3.
O Espírito Santo Confirmou a Palavra
A palavra falada pelos apóstolos foi confirmada por sinais, maravilhas, milagres e dons espirituais. Imediatamente antes de Jesus subir ao céu, ele deixou a grande comissão aos apóstolos (Marcos 16:15-16). O evangelho tinha de ser pregado para que o homem pudesse crer, ser batizado e ser salvo. Jesus disse: "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados" (Marcos 16:17-18). O objetivo desses sinais é explicado no versículo 20. À medida que os apóstolos saíam a pregar, o Senhor cooperou com eles, "confirmando a palavra por meio de sinais que se seguiam".

O Espírito Santo não apenas guiava os apóstolos para toda a verdade, mas confirmava a palavra que proferiam por meio dos milagres. Esses milagres limitaram-se ao período apostólico. Quando a revelação da vontade de Deus se completou e a palavra foi escrita (logo antes de 70 d.C.), a palavra já tinha sido confirmada (Hebreus 2:3-4). Cada sinal ou milagre que é necessário já foi escrito (João 20:30-31). A palavra está completa e não há necessidade de haver sinais miraculosos hoje.

Conclusão

O Espírito Santo esquadrinhou a mente de Deus e revelou por meio dos apóstolos e dos profetas tudo o que precisávamos saber sobre o maravilhoso projeto de redenção de Deus. Por meio do que foi revelado, podemos ser salvos tanto agora quanto para sempre.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Todos somos vocacionados do Senhor

A Vocação de Abraão



A vocação de Abraão marca a origem do povo de Deus.
Abraão é também o modelo acabado do crente para mais de dois mil milhões de pessoas: Judeus, Cristãos e Muçulmanos. Porquê?
Teve de deixar a sua terra, sem saber para que país havia de ir.
Teve que deixar os seus parentes, sem saber que família iria construir.
Teve que deixar a casa paterna, sem saber a habitação para onde iria morar.

Lançou-se numa grande aventura.
Sabia que ia fundar uma grande nação, mas desconhecia os seus habitantes.
Sabia que seriam abençoados todos os seus amigos e amaldiçoados os seus inimigos.
Desconhecia porém quem eram esses amigos e esses inimigos.
Sabia muitas coisas, mas desconhecia muitas outras.

Deus lançara-lhe um desafio.
A Fé é a aventura e o risco. A Fé do crente é uma caminhada com zonas de escuridão.
Todavia, a luz de Cristo ilumina essas zonas escuras.
A Fé é a aventura e o risco. Não é um seguro de vida contra todos os riscos.
É essencialmente uma atitude de escuta, de docilidade, de conversão, de disponibilidade para tomar atitudes corajosas.

O vocacionado, também um crente, faz a sua caminhada seguindo os sinais de pista que vai encontrando. Acredita que
estes sinais o guiam na descoberta do tesouro escondido. Não tem uma garantia, como dado adquirido, tem sim o espírito de aventura, quer correr o risco, acredita na vitória.
Pensa sempre que o caminho nunca será demasiado exigente quando tem como prêmio a vitória.

Que nestes dias que antecedem o Grande Pentecostes, o Espírito nos auxilie e nos direcione segundo a Sua vontade, nos mostrando o caminho e nos dando coragem para tomar a decisão que precisamos tomar.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Eis o mandamento do senhor: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei

Permanecei no Meu amor...  Amai-vos uns aos outros como eu vos amei



Amar faz bem, mas não é fácil amar de verdade. O verdadeiro amor exige o sacrifício de se perceber dependente dos outros para ser feliz. Quem vive sozinho sofre para descobrir os porquês dos seus medos e não percebe que a falta de amor os priva de enxergar esperança no caos, alegria na dor e crescimento no erro. O verdadeiro amor só se torna uma realidade na vida de quem soube compreender aqueles que precisam ser amados.

Os pais sabem que nenhum filho é mais importante do que o outro, no entanto, o filho mais complicado acaba recebendo mais carinho, mais atenção. Esse é o desafio de todos nós: amar de verdade, mesmo a quem não merece, mas ainda sim se engrandece. O amor que damos àqueles que não merecem serve de “combustível” para alimentar a relação. Uma vez abastecidos de amor, os seres errantes se perceberão aceitos do jeito que são e terão razões de sobra para acreditar na vida.

Amar, de verdade, é ter a capacidade de enxergar o outro acima da superficialidade. Nossos olhares apressados nos impendem de ver a beleza escondida atrás das imperfeições. Ninguém consegue amar se primeiro não se humanizar, colocar-se no lugar do outro e fazer para ele aquilo que gostaríamos que fizessem a nós. O verdadeiro amor só sobrevive onde há compreensão; a condenação é o meio mais fácil de impedir o seu crescimento.

Ama de verdade quem parou de pensar só em si para se ocupar em fazer alguém feliz. Já vi muitas receitas de felicidade, mas nenhuma é tão eficaz como a iniciativa em ser útil aos outros. Abraçar quem não merece ser abraçado e olhar nos olhos de quem insiste em nos condenar. Nossa felicidade só se torna real quando é partilhada com alguém, e é por isso que, mesmo no meio da adversidade, os que conseguem superar as diferenças alcançam a verdadeira paz.

Se amar fosse fácil não veríamos tanta gente correndo atrás de falsos amores. São essas as válvulas de escape que o mundo nos oferece para tentar disfarçar em nós a falta de amor. As grandes festas são uma prova disso. Enquanto o momento acontece, tudo parece estar resolvido dentro da gente, mas, depois que a festa acaba, a vida volta à normalidade e percebemos que o vazio em nós continua monstruoso.

Nada consegue suprir a falta do verdadeiro amor; só ele é capaz de dar vida à nossa vida que, muitas vezes, perde a cor por culpa de nossa teimosia em amar só um pouquinho com medo de se decepcionar.




Maria, nosso exemplo de consagração


MARIA - A VIRGEM ESCOLHIDA POR DEUS




"... e o nome da virgem era Maria" (Lucas 1:27).





Dentre tantas mulheres judias, Deus decidiu escolher uma jovem virgem, de uma família pobre, da cidade de Nazaré, para ser a mãe de Jesus, o nosso Salvador. O seu nome era Maria e ... foi a ela que Deus enviou um anjo para fazer um anúncio que a deixou perturbada, pois ela não estava entendendo o que seria tudo aquilo.
Um anjo lhe apareceu e disse: "... Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres" (Lucas 1:28).

Que privilégio! Que alegria, receber um anjo, enviado por Deus em nossa casa!

Maria foi escolhida por Deus apesar de ser jovem, inexperiente, pobre e não ser uma pessoa de destaque em sua cidade mas ... Deus a escolheu. Talvez poucos a conhecessem mas o Senhor a conhecia. Ele conhecia o seu coração. Ele sabia que ela O amava, que ela O conhecia e que iria aceitar esta tarefa tão difícil para uma jovem judia que estava prestes a se casar.

Do mesmo modo que o Senhor conhecia o coração de Maria, Ele conhece o seu coração. Talvez você queira trabalhar para o Senhor mas você se acha uma pessoa despreparada, medrosa, sem ter muito estudo apesar de amar de todo o seu coração ao Senhor. Você tem vontade de dizer: "Eis-me aqui, Senhor!" mas se acha um pouco incapaz.
Quem capacita é o Senhor. Apesar de amá-Lo e de saber que Ele capacita, você também tem que fazer a sua parte ... lendo muito a Palavra de Deus para não só amá-Lo como também conhecê-Lo e obedecê-Lo.
Maria não só amava o Senhor mas conhecia a Sua Palavra e possuía uma fé que agradava a Ele.

Procuremos amar a Deus, conhecê-Lo, buscá-Lo desejando de todo o nosso coração ser usada por Ele.

Quando o anjo apareceu a Maria, ela estava noiva de José. Não sabemos, exatamente, quantos anos ela tinha mas a idade mínima para as moças se casarem era de 12 anos. Não sabemos quantos anos ela tinha mas de uma coisa nós sabemos: Maria amava ao Senhor e era uma serva obediente a Ele.

Será que você e eu amamos a Deus como Maria amava?
Será que você e eu somos servos fiéis, sempre prontos a obedecê-Lo? Sempre prontos a dizer sem nenhuma hesitação: "Eis-me aqui, Senhor, usa-me!"?

A princípio, Maria teve medo quando viu o anjo mas ele, amorosamente, disse: "... Maria não temas ..." (Lucas 1:30-33).
A Bíblia nos diz que Maria perguntou ao anjo: "... Como se fará isto, visto que não conheço homem?" (Lucas 1:34).
O anjo acalmou Maria dizendo: "... Descerá sobre ti o Espírito Santo ..." (Lucas 1:35).

Maria , apesar de ser jovem, inexperiente e ... noiva, não temeu ficar grávida apesar de ...
1- ter que enfrentar o noivo;
2- ter que enfrentar a família;
3- ter que enfrentar as pessoas da cidade;
4- correr o risco de ser apedrejada.
A resposta que Maria deu ao anjo é a resposta que eu, como uma mulher de Deus, deveria dar quando o Senhor me chamasse para fazer algo para Ele. Ela disse: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra ..." (Lucas 1:38). Ela decidiu obedecer apesar dos problemas que iriam surgir.

Deus escolheu Maria para ela ser a mãe do Seu Filho unigênito e ela, humildemente e corajosamente, aceitou esta tão difícil mas tão privilegiada missão. Maria repousou no Senhor e creu que Ele iria suprir todas a suas necessidades e estar com ela em todos os momentos.
Nós, que também amamos o Senhor, olhemos para Maria como um exemplo a ser seguido por nós.
Sejamos como ela ...
1- Uma serva sempre pronta a obedecer ao que Deus nos manda fazer;
2- Uma serva sempre pronta a aceitar aquilo que Deus tem preparado para nós.

Como você costuma reagir às mudanças que surgem em sua vida?
Você é aquela pessoa que diz: "Senhor, seja feita a Tua vontade" ou é aquela que se revolta e não aceita o que Deus, muitas vezes, deixa acontecer em sua vida?
Como uma pessoa de Deus, devo aceitar o que Ele prepara para mim e não devo esquecer que Ele é Deus e por isso é digno de toda a minha confiança.

Ao saber através do anjo que Isabel, sua prima, estava grávida, ela decidiu ir visitá-la. A Bíblia nos diz que ao chegar lá e saudando Isabel, a criancinha, que ainda se encontrava no ventre de sua prima, saltou de alegria e ela "foi cheia do Espírito Santo" (Lucas 1:41b) e disse: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre" (Lucas 1:42b).

Amada, vemos aí o encontro entre duas mulheres que amavam a Deus de todo o coração. Vemos aí duas mulheres cujos corações Deus conhecia. Vemos aí o milagre de Deus em suas vidas...
Isabel - uma mulher que amava ao Senhor, que era estéril mas que, mesmo sendo bem idosa, Deus decidiu fazer um milagre em sua vida presenteando-a com um filho - João Batista.
Maria
- uma mulher que amava ao Senhor, que era noiva, jovem e o Senhor decidiu fazer um milagre em sua vida: fazê-la conceber por obra do Espírito Santo de Deus e dar à luz a Jesus, sendo ainda virgem.

Vemos, no encontro destas duas mulheres de Deus, uma troca de bênçãos que enriqueceu aquele momento em que Maria chegou à casa de Isabel. As palavras de Isabel, que estava cheia do Espírito Santo, alcançaram a alma de Maria que, também cheia do Espírito do nosso Deus, respondeu com um cântico de júbilo, conhecido como Magnificat, e palavras cheias de adoração.
Neste seu cântico, ela chamou Jesus de Senhor e Salvador. Ela disse: "... A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador" (Lucas 1:46-47).
Ela, assim com eu e você, estava necessitando de um Salvador para ser salva e ter a vida eterna junto ao Senhor para todo o sempre.
No seu cântico, ela mostra algumas características do nosso Deus e Senhor. Ela diz que Ele é ...
Santo - "Santo é o seu nome" (Lucas 1:49b);
Poderoso - "Porque me fez grandes coisas o Poderoso" (Lucas 1:49a).
Misericordioso - "E a sua misericórdia é de geração em geração" (Lucas 1:50).
Como Maria conhecia estes atributos de Deus? Com certeza, ela os conhecia porque também conhecia a Palavra de Deus.
Assim como ela, eu desejo conhecer outros atributos do Senhor mas, para isso, eu tenho que ler, diariamente, a Sua Palavra. À medida que a leio vou pouco a pouco conhecendo o amor dEle por mim e o que Ele fez para ter-me eternamente junto a Ele. Ele não é só um Deus santo, poderoso e misericordioso mas é também um Deus amoroso que não mediu esforços para enviar seu Filho unigênito para morrer no meu lugar, por meus pecados e me dar a vida eterna junto a Ele para todo o sempre.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Maturidade Psicológica


Maturidade Psicológica: Caminho para assumirmos nossa vocação com responsabilidade



Maturidade. Eis aqui uma expressão muito interessante para avaliarmos. Estar maduro significa estar preparado, com uma consciência lúcida sobre algo. Quando falamos que alguém atingiu um nível de maturidade profissional, sexual, financeira ou afetiva, estamos dizendo que essa pessoa alcançou um nível lúcido de discernimento, não se deixando mais levar por impulsos, tornando-se alguém consciente e responsável por suas escolhas. Via de regra, a maturidade não se alcança apenas lendo livros ou conversando com pessoas mais experientes, embora essas atitudes nos abram um grande caminho. Maturidade surge de nosso contato com a experiência cotidiana, quando desejamos aprender com ela e suas lições. E uma das mais importantes maturidades que podemos alcançar é a maturidade psicologia. Esse estado do ser tem como características a capacidade de se conhecer, de saber lidar com os próprios conflitos, de aprender com eles e construir uma vida saudável apesar das adversidades do dia a dia.

A psicóloga italiana Ângela Maria Sala Bata escreveu um belíssimo livro com o nome de Maturidade Psicológica, enunciando que podemos identificar os sinais dessa maturidade quando reconhecemos a necessidade buscá-la. Por incrível que pareça desejar encontrar uma maturidade psicológica já e um grande passo para obtê-la, haja vista que quem não a possui sequer tem consciência dessa falta! Outro sinal é a compreensão de que aprende a desenvolver das próprias incongruências e ao invés de se julgar ou punir, o ser humano maduro procura se compreender, oferecendo-se apoio, identificando as origens de seus incômodos e indo a fundo nelas, a fim de se conhecer melhor. Assim, sai de cena o indivíduo carrasco de si mesmo dando lugar a um indivíduo que dá suporte a si mesmo.

No dia a dia é possível identificar pessoas mais ou menos maduras emocionalmente. Há aqueles que já estão em um processo de auto- conhecimento profundo, semeando bons resultados profissionais e pessoais e precisam e desejam de um auxílio pontual para se manterem no foco. No entanto, há aqueles que sempre terceirizam a responsabilidades por suas dores. Sempre há um culpado, alguém a quem transferir as responsabilidades do que lhe incomoda. Há aqueles que ao se depararem com uma situação desagradável refreiam seus impulsos, para refletir antes de agir, enquanto há muitos que agem para depois refletirem sobre o que fizeram. Os sinais da maturidade e da imaturidade psicológica estão por todos os lugares, basta desejar enxergá-la. Pensar sobre isso é muito importante, pois quanto antes buscarmos conscientemente desenvolver nossa maturidade emocional mais rapidamente nos libertaremos de grilhões internos que nos prendem.

Para assumirmos uma vocação com responsabilidade, precisamos estar ao menos no caminho desta maturidade, assumindo em nossas vidas as consequências de nossas escolhas e não dependendo da opinião de outros para tomarmos nossas próprias decisões.

Sabemos que a maturidade humana, tão importante hoje no discernimento de uma vocação, vem na decorrência de nossa vida, quando assumimos nossos erros, não nos culpando, mas aprendendo com eles. Tirando de cada acerto, uma conquista, mas de cada erro, um aprendizado. Pense nisso!!!!


Deixa-te modelar pelas mãos ternas e vigorosas do Divino Oleiro


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vocação: História do Encontro com Cristo


Vocação: história do encontro com Cristo

  


Encontro de Paulo com Cristo
Muitas vezes nos questionamos,  quando somos convidados a refletir sobre nossa vocação e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Para muitos, vocação significa inclinação, tendência, talento, qualidade inata que conduz uma pessoa para uma determinada profissão ou um determinado trabalho. Essa compreensão não ajuda muito na autêntica compreensão da vocação como ela é na dimensão religiosa. É necessário, pois, compreender a palavra vocação com maior precisão, quando se refere à dimensão religiosa.

Vocação no sentido mais preciso, como fenômeno da dimensão religiosa, não é inclinação, nem tendência, nem talento, nem propriamente dom para uma profissão. É, em primeiro lugar,decidida e simplesmente, um chamamento vindo diretamente para nós, endereçada a nós a partir de Jesus Cristo, que nos convoca para o discipulado do seguimento. Significa, portanto, que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem do Deus de Jesus Cristo, a quem seguimos no total empenho de discípulo. Portanto vocação é um chamado que vem do alto. Quem puder entender entenda, quem tem ouvidos ouça!

Às vezes perguntamos: Para que serve a vocação religiosa? Em sintonia com o nosso tempo, pergunta-se pela utilidade da vocação. É a primeira pergunta e também a mais superficial. Não é difícil achar “utilidades” para a vocação religiosa! Diz-se que ela não tem sentido em si, só tem sentido se favorece o engajamento em trabalhos pastorais e sociais ou se ela for suporte da vida pastoral-social como um “abastecer-se para” ou se conduzir para a união íntima com Deus. A vocação, porém, não “serve” para nada. Ela tem sentido em si, a partir de si. Ela é a história do nosso encontro com Jesus Cristo, história que nós próprios somos. É a história da presença de Jesus Cristo em nós.

Outras vezes perguntamos: Será que tenho vocação? Quem me garante que tenho vocação? Quem me garante que Deus me escolheu? Buscamos alguma certeza para nos tranqüilizar. Essas perguntas surgem porque se infiltrou na dimensão da fé uma maneira de pensar em que a experiência do anterior não é importante e deixou de ser uma evidência. Para outras experiências humanas de fundo não precisamos fazer toda essa “pesquisa”, elas já são uma evidência. Quem tem um bom relacionamento com os pais não precisa averiguar se os pais o amam...

Vocação é a experiência de uma realidade anterior a nós, que não precisa ser averiguada. Se estamos perguntando é porque Alguém nos amou primeiro e nos chamou. Portanto não somos nós que temos vocação, é a vocação que nos tem!

Perguntamos ainda: Por que somos vocacionados? O que provocou nossa atual situação de sermos vocacionados? Vocação nesse sentido é o destino atual da nossa vida. Perguntamos, portanto, pela causa que determinou o atual estado da nossa vida. Na busca pelo motivo, surgem diversas respostas que nos deixam atrapalhados: o motivo foram nossos pais, nosso vigário, um missionário, um professor, a influência de um amigo, a ambição de nos promover, uma crise religiosa, uma visita ao seminário, o fato de termos nascido numa família tradicionalmente cristã, a leitura da biografia de um santo, o desejo de usar vestes litúrgicas tão estranhas aos nossos olhos de criança... Muitas vezes esses motivos são tão banais e acidentais que nem sequer deles nos recordamos. Buscar a causa da nossa vocação não tem sentido, pois essa busca é a tentativa de assegurar a própria situação a partir dela e não a partir da gratuidade do envio de Deus.

A vocação é uma evidência vital que aos poucos e sempre mais vai tomando conta da nossa vida como dom de Deus, que ama primeiro, e como conquista de nosso empenho de discípulos. É dom de Deus porque na existência cristã tudo, desde o início, é a história da aventura do encontro com Deus, na urgência de, em cada passo da caminhada, ter que conquistar o significado da nossa vida. Vocação é uma estrutura processual, na qual cada passo nasce do outro numa implicação de progressão que não é simplesmente evolução, mas a constituição, a criação do rumo da vida como uma “experiência originária”.

A vocação é uma disposição que, conduzida por Deus, torna a vida “com-vocada”. É conquista do discípulo porque tudo o que acontece, os fatos mais banais podem ser a clareira que “e-voca”, ecoa a vocação vinda de Deus. Evocação que jamais é “certeza” do saber de dominação, mas que dá a disposição de ausculta, de acolhida, o ouvido atento que percebe o sentido concrescente da provocação de Deus. Por isso aquele que responde a esse chamado toma muito a sério sua situação concreta de ser um “vocacionado”.




Por: Dom Fernando Mason
Bispo Diocesano de Piracicaba