sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Como você tem construído seus planos?



Repense o seu modo de ver a vida
Em nossa vida fazemos planos, estabelemos metas e, com isso, visualizamos situações que “podem vir a ser”, que “podem ocorrer”, e nos colocamos numa posição de expectativa e investimento de energia, trabalho e emoção. As expectativas de vida podem, em algum momento, concretizar-se ou não.
O acúmulo de expectativas e situações não resolvidas, bem como problemas cotidianos, profissionais e pessoais podem nos levar ao famoso estresse, que não vem apenas por aquilo que está externo a nós e visível, como problemas, pessoas, falta de dinheiro, desemprego, etc., mas especialmente ao que chamamos de fatores internos, e um em especial: a maneira como interpretamos a vida e seus acontecimentos, as pessoas com as quais convivemos, as situações pelas quais passamos.

Geramos ou pioramos um estado de estresse pela forma como encaramos a vida. Quer um exemplo bem simples de como isso acontece? Por um descuido, você bate seu carro. Não é nada grave, não houve vítimas. Qual a solução mais prática? Buscar um funileiro, avaliar os danos, fazer o orçamento, as formas de pagamento, se você pode ou não pagar agora e decidir por fazer o conserto. Isso é prático, racional e direto (mesmo sabendo que haverá um gasto e que você não poderá pagá-lo agora).



Porém, um modo que gera grande desgaste é olhar para a mesma situação cobrando-se: “Eu fiz tudo errado! Como pude bater este carro! Eu não me perdoo, sou mesmo um idiota”. Todos esses pensamentos estressantes e autopunitivos trouxeram alguma solução? Certamente não. Percebe agora como nossos pensamentos e crenças pessoais podem influenciar nossa reação diante de um acontecimento?

A forma como interpretamos as situações e o modo como nossos pensamentos se desenrolam desencadeiam, portanto, a produção do famoso estresse. Crença é aquilo que dá significado à nossa vida. Se eu creio em Deus, meus atos tendem a ser pautados por essa crença. Por outro lado, se creio que tudo será péssimo, que não sou capaz, que nada dá certo comigo ou que nunca minhas expectativas darão certo, temos aí um bom caminho para atitudes desfavoráveis e um amontoado de novos pensamentos negativos e um belo caminho para o adoecimento e para um círculo contínuo e vicioso de estresse.

Muitas vezes, quando estamos nesse estado, achamos mil desculpas para justificá-lo: "Estou estressado porque meu carro quebrou". Ou: "Porque meu time perdeu", assim como: "Porque meu namoro acabou", porque ... porque... porque... sempre baseados em fatos externos. 

Você já parou para pensar qual é a sua parcela de responsabilidade diante do que não deu certo? Será que não é devido à sua forma de ver o mundo que o estresse acontece e com ele todas as consequências físicas e emocionais em sua vida?

Faço este convite a você: pare e observe como você encara o mundo ao seu redor. Este pode ser um primeiro passo para não ser refém da vida e dar um novo significado à sua história.

Aceitar Jesus implica uma mudança de valores, de atitudes e de vida.

'Creio em Deus Pai todo poderoso...'
A palavra fé vem do grego 'pisteuo', que significa crer, prestar adesão a alguém. Deus comunica o seu amor aos homens e espera uma resposta concreta para a realização de suas obras. A fé é a resposta do homem ao Deus que se revela. Esta comunhão é confirmada quando o homem submete completamente sua inteligência e vontade a Deus. Em obediência a Palavra de Deus, o homem livremente inicia a vida de fé quando abre os olhos para a verdade e assume a graça de participar e optar definitivamente pelo plano de salvação.
'De fato, é pela Sua graça que fostes salvos, mediante a fé, e isto não procede de vós: é dom de Deus'(Ef 2,8).
A virtude sobrenatural da fé é cultivada pela caridade. (Cf II Ts 1,3)
O amor é a única condição que intensifica o progresso na comunhão da fé autêntica e das obras de misericórdia. (Cf Tg 2, 14-23)
Fé não significa apenas acreditar na existência de Deus. 'Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem'(Tg 2,19).
As palavras afirmadas devem seguir as exigências estabelecidas pelos ensinamentos de Jesus. Fé é uma afirmação que nos leva a missão de percorrer o caminho da ressurreição para encontrarmos a vida nova em Nosso Senhor Jesus Cristo.
A raiz da fé não está firmada nos sentimentos. Nenhuma situação ou acontecimento pode alterar o verdadeiro sentido desta certeza manifestada pela glória de Deus (Cf Jo 11,40).
'Fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê' (Heb 11,1).É a posse antecipada do que se espera, é uma demonstração da realidade ainda não acontecida.
Fé é o caminho da entrega e do abandono. É como atravessar um túnel, embora tudo pareça escuro, temos a certeza de encontrar a luz no final.
Como opção definitiva, a fé exige perseverança e fidelidade: 'Combate o bom combate, com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram naufragar na fé' (I Tim 1,18-19).
'Mas quando vier o Filho do homem, achará fé sobre a terra?' (Luc 18,8).
A conversão parte da fé: 'Crede em Jesus, arrependei-vos de vossos pecados e então podereis viver a vida do Filho de Deus ressuscitado' (Ato 2,38).
Conversão é a escolha radical, é a opção determinada pela causa do Reino de Deus.Essa transformação acontece quando o arrependimento leva a pessoa a renunciar ao pecado para buscar uma vida nova.
Jesus quer salvar e nos conduzir ao Pai. Aceitar Jesus implica uma mudança de valores, de atitudes e de vida.
A experiência com Deus é a causa principal para que aconteça a confirmação da mudança de vida. A conversão de Santo Agostinho é um exemplo marcante na história do mundo, mesmo tarde, não deixou de amar a Deus, renunciou ao pecado para buscar definitivamente o caminho da santidade.
A conversão de Saulo também é outro sinal da misericórdia de Deus. Depois de tanto perseguir os cristãos, durante uma viagem a Damasco, Jesus o faz reconhecer seu erro, com a pergunta: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?'.
(Cf At 9,1-9). Saulo coloca-se diante do Senhor sem resistir ao seu chamado e cumpre fielmente a sua missão de servir à Igreja.
Não basta viver a conversão por tempo determinado. Quando conhecemos a verdade devemos ser fiéis no compromisso com Deus. Nossa resposta deve ser uma só: 'Dizei somente sim se é sim; não se é não' (Mt 5,37). Perseveremos diante das dificuldades na caminhada. Renunciemos ao pecado e deixemos o Senhor nos modelar para sermos transformados em criaturas novas...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cristianismo sem cruz não existe...

Para seguir a Jesus, Ele nos impõe uma condição: negar-se a si mesmo e carregar a cruz diariamente.

Em Lucas 9,23 lemos: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me”. Em Lucas14,27: “E quem não carrega sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo”. Em Mateus 10,38: “Quem não toma sua cruz e  não me segue não é digno de mim”.

A cruz, é portanto, meus caros amigos, a condição indispensável para ser discípulo de Jesus. Quem não a carrega diariamente, não pode ter Jesus como mestre. Aderir à cruz é aderir à palavra de Deus, à realidade pessoal do amor de Deus pela humanidade e à sua vontade para nós. Carregar a cruz é a cada dia renunciar a tudo que nos torna independentes da vontade do Pai e oferecer tudo que somos ou fazemos, em união com a cruz de Cristo. Jesus, carregando a cruz revelou à humanidade o quanto é grande a “Misericórdia” do Pai por todos nós. Pela obra redentora, somos reunidos em um só povo eleito e chamados a ser Santos, pela graça de Deus. 
Participamos do Corpo do Senhor como células vivas, membros desse Corpo. Nossa fidelidade a Deus está em responder ao conteúdo de nossa fé, que é Deus se revelando em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Cruz não é necessariamente sinônimo de dor e sofrimento. O que sacrificamos na cruz é o nosso querer, para fazer a vontade do Pai. A suprema hora de Jesus, foi na sua Páscoa, quando em uma atitude radical de fidelidade à vontade do Pai, abraçou seus irmãos e os amou até o fim. Nós estamos inseridos nesta obra por amor de Jesus e a cada momento em que respondemos com nossa vida à vontade do Pai, estamos transformando a dor pelo amor, isto é, assumindo a cruz e convertendo-a em fonte de vida pascal. Nossas intenções e motivações devem ser como as de Jesus: movidos pelo Espírito Santo, oferecendo ao Pai, pelas mãos de Maria, nosso ser e nossa vida inteira, em união com a oblação sacerdotal de Jesus para salvação do mundo.

O primeiro sentido da nossa cruz diária é transformar a dor e o sofrimento que existe no mundo e que se nos apresentam em nossa vida, sem rebeldia e abatimento e dar-lhes um valor de redenção para o mundo e de purificação para nós, unindo-nos a Jesus e oferecendo-os ao Pai.
Meus queridos irmãos e leitores, consideremos que é grande a alegria quando passamos por diversas provações, sabendo que a prova de nossa fé produz em nós a perseverança.

Nossas tendências naturais, nos levam a não aceitar, a esquecer ou recusar a cruz. 
Normalmente queremos estar com o Senhor no Tabor, na Ressurreição ou no Pentecostes. Entretanto, não podemos esquecer que estar com Jesus é segui-lo na cruz, na Ressurreição e no Pentecostes. A Cruz sem Ressurreição é fracasso e destruição. A Ressurreição sem Cruz é uma ilusão. O Pentecostes é possível sem o Cordeiro imolado, glorificado e à direita do Pai?
“Se o grão de trigo caído na terra não morrer fica só; se morrer produz muitos frutos” Jo12,24. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra” (Jo 4,34). “Importa que Ele cresça e eu diminua” (Jo3,30).

Para que possamos produzir frutos para Deus, é necessário que morramos para nós mesmos, para nossos interesses egoístas. “Aquele que perder a sua vida por minha causa, reencontra-la-á” (Mateus 10,39). Nós não podemos por nós mesmos, aceitar e viver a cruz, é loucura e escândalo; somente o Espírito Santo pode nos fazer compreender, aceitar e querer viver a cruz, unindo-a com a de Jesus. A cruz e a morte como sofrimento não salva ninguém e não se pode querer buscá-la, pois essa não é vontade do Pai. O Pai não quer a morte e o sofrimento somente como morte e sofrimento, mas como fidelidade de testemunhas do seu amor para com os irmãos. 

A cruz só tem sentido como existência de amor que se esquece de si mesmo pela pessoa amada. É entregar-se por esse amor, é amar sem esperar nada em troca, só aí a cruz tem sentido. Em II Cor. 4,8-9 lemos: “Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desfalecemos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos. Tudo entregamos àquele que é o nosso Senhor”.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Fidelidade de Deus


E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? Romanos 3.3
Já percebeu o quanto cobramos de Deus e o quanto somos infiéis à Ele? É incrível como temos a petulância de chegar diante Dele e apontar o dedo! É terrível a dureza do coração humano. Mas, nosso Deus é um Deus misericordioso, benigno, compassivo. E deseja que venhamos conhecê-lo e que tenhamos intimidade com Ele.
As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Lamentações 3.22-23
Deus jamais quebra a aliança que fez conosco
Somente pela misericórdia de Deus é que nos mantemos vivos nessa terra, por isso, todos os dias devemos ser gratos à Deus pela sua infinita bondade. Devemos ser gratos, tementes e fiéis ao Senhor Jesus. Devemos nos colocar em posição de servos e nos oferecer ao Senhor todos os dias.
Por isso, por meio de Jesus Cristo, ofereçamos sempre louvor a Deus. Esse louvor é o sacrifício que apresentamos, a oferta que é dada por lábios que confessam a sua fé nele. Hebreus 13.15 (NTLH)
Você deseja mais de Deus? Então dê ao Senhor mais de você. Derrame-se diante Dele, esvazie-se de você e seja preenchido por Deus. Ele é fiel e te recompensará, você sentirá algo que jamais sentiu antes!
“Ó SENHOR, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente. Isaías 38.3″ Essa foi a oração do rei Ezequias, ele estava doente e quase morreu, porém, quando orou ao Senhor, Deus respondeu: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos. Isaías 38.5″
Sê fiel, assim como foi o rei Ezequias, Deus sempre nos mostra sua fidelidade e não nos decepciona. Todos os teus temores, anseios, desejos, devem ser colocados diante Dele e Ele a seu tempo, nos dará a resposta que precisamos. Porque só Deus sabe o que é melhor para nós e devemos aceitar com amor, pois, nós não temos condições de dizer que Deus está errado.
Em Jeremias 5.3 diz: “O que o SENHOR quer é fidelidade.” Que possamos servir ao Senhor com fidelidade e amor, que venhamos a nos doar por completo à Ele, que por amor de nós, entregou o seu filho, Jesus, para perdão de nossos pecados. Não há dinheiro que pague isso, só podemos retribuir ao Senhor com nosso amor e com nossa fidelidade. Nada mais.
Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu. Romanos 5.5 (NTLH)
Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5.8

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Santo Agostinho, rogai por nós

Aurelius Augustinus, mais conhecido como SANTO AGOSTINHO nasce em TAGASTE DE NUMÍDIA, província romana ao norte da África em 13 de novembro de 354; primogênito do pagão Patrício e da fervorosa cristã Mônica. Criança alegre, buliçosa, entusiasta do jogo, travessa e amante da amizade, não gosta muito de estudar porque os mestres usam métodos agressivos e não são sinceros. Ante os adultos se revela como "um menino de grandes esperanças", com inteligência clara e coração inquieto.

Africano pela lei do solo, romano pela cultura e língua, e cristão por educação.
AGOSTINHO, jovem, de temperamento impulsivo e veemente, se entrega com afinco ao estudo e aprende toda a ciência do seu tempo. Chega a ser brilhante professor de retórica em Cartago, Roma e Milão.

Sedento de Verdade e Felicidade

Em sua busca afanosa vive longos anos com ânimo disperso. Vazio de Deus e agarrado pelo pecado, a vontade "sequestrada", errante e peregrina, "enganado e enganador".

Mas, seu coração, sempre aberto à verdade, chega ao encontro da graça pelo caminho da interioridade, apoiado pelas orações de sua mãe, que na infância lhe havia marcado com o sinal da cruz.

Coração Sempre Jovem

Estando em Milão, no seu horto; uma voz infantil o anima - "TOMA E LÊ" - a ler as Escrituras, ficando de repente iluminada a sua inteligência com uma luz de segurança e satisfazendo o seu coração - CORAÇÃO HUMANO - coração grande de jovem; era o outono do ano 386.

Deixando a docência, retira-se a CASSICÍACO, recinto de paz e silêncio e põe em prática o Evangelho em profunda amizade compartilhada: vida de quietude, animada somente pela paixão à Verdade. Assim se prepara para ser batizado na Primavera de 387 por Santo Ambrósio.

Inspirador da Vida Religiosa

De novo em Tagaste - a mãe morre no porto de Roma - vende suas posses e projeta seu programa de vida comum: probreza, oração e trabalho. Por seus dotes naturais e títulos de graça, cresce em torno dele um grupo de amizade e funda para a história o Monacato Agostiniano.

No ano 391 é proclamado sacerdote pelo povo, e cinco anos mais tarde, os cristãos de Hipona o apresentam para o Episcopado. Consagrado BISPO DE HIPONA - título de serviço e não de honra - converte a sua residência em casa de oração e tribunal de causas. Inspirador da vida religiosa, pastor de almas, administrador de justiça, defensor da Fé e da Verdade. Prega e escreve de forma infatigável e condensa o pensamento do seu tempo.

O Primeiro Homem Moderno

Em 429 os vândalos, guiados por Genserico atravessam o Estreito de Gibraltar e atacam o norte africano. AGOSTINHO "cercado com o seu povo" sente amargura e luto, alenta o ânimo de seus fiéis e os convida à defesa. No terceiro mês do assédio, aos 76 anos de vida, em 28 de agosto de 430, começa a viver na Cidade de Deus uma vida mais nobre. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nossas escolhas e suas consequências

Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico

É interessante perceber como, atualmente, a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade para lidar com as consequências de suas escolhas. Sim, vivemos uma concreta crise no senso de responsabilidade, em que muito se escolhe e pouco se quer arcar com as consequências do que se escolhe.
É notória a necessidade manifestada por muitos de, consciente ou inconscientemente, sempre procurar culpados para justificar os próprios sofrimentos, não aceitando que estes, muitas vezes, são diretas consequências das más escolhas que nós fizemos em nossa trajetória pela vida.
É muito mais fácil culpar a alguém por nossos infortúnios – principalmente a Deus –, contudo, ancorado em tal prática o coração nunca poderá verdadeiramente crescer, pois ficará encarcerado em um imaturo – e infantil – sistema de autodefesa e justificação, que retirará do ser toda a responsabilidade pelas escolhas realizadas, fazendo-o descarregar sobre os outros as suas consequências.
Precisamos, mais do que nunca, aprender a arcar com as consequências de nossas escolhas, sabendo que somos os reais protagonistas de nossa existência e que esta só poderá acontecer com qualidade, se por ela (qualidade) decidirmos em cada fragmento que compõe o nosso todo.
Faz-se real em nosso tempo a necessidade de fortalecer a própria vontade. Sim, de resgatar a capacidade de escolher com clareza, tendo diante de si a consciência concreta das consequências do que se escolhe. Nossa vontade precisa ser forte, pois só assim ela poderá acontecer com liberdade e segurança, sem ser condicionada por vícios e más paixões que a deixem opaca e fragmentada.
A maturidade só poderá fazer-se presença na história de quem tiver honestidade o bastante para lidar com as reais consequências do que escolheu, pois, ao contrário, a infantilidade será uma contínua companheira que fará o olhar – sempre e em tudo – contemplar a vida sob uma ótica imprecisa e autopiedosa.
Diante disso, acredito que os pais precisam permitir aos filhos enfrentarem todos os sofrimentos causados por suas más escolhas, pois, se os ausentarem disso, eles nunca conseguirão crescer e acabarão aprisionados a uma intensa imaturidade: mimados e sem uma reta consciência das consequências daquilo que na vida eles realizaram o ofício de escolher.
Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico e formativo para toda e qualquer pessoa, é experiência que nos faz mais autônomos e livres, para assim podermos nos construir com responsabilidade e consciência, como autênticos seres humanos.
É extremamente necessária esta compreensão: Muito em nossa história dependerá de Deus e dos outros, contudo, muito também depende somente de nós e das escolhas que fizermos e, culpar os outros pelo que em nossa vida não é tão bom não eliminará definitivamente as dores e problemas que configuram nossos dias.
Enfrentemos nossa história e suas consequências sem medo, e, aprendamos com os erros passados a verdadeiramente construir as vitórias e realizações que o futuro reserva para cada um de nós.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A fé de Abraão


Abraão: Homem de fé
Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Hebreus 11:8

Não é a toa que Abraão é conhecido como o pai da fé, durante a sua vida inteira foi provado na fé. E ele nunca deixou sua fé acabar. Nós também seremos provados dia a dia na fé, e temos que seguir o exemplo de Abraão não deixar que nossa fé se esfrie. Pois a fé é o que nos liga a Deus, é o que nos faz acreditar dia a dia que Deus existe, que Jesus morreu por nós, que a Palavra de Deus é viva.
Não deixe sua fé esfriar.
A fé é ligada a obediência, e temos que ter fé e obedecer. Obedecer a Deus de todo coração.
Pois a fé sem obras é morta.

"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta."Tiago 2:26

Não basta somente ter fé, mas é preciso agir, e não basta somente agir é preciso ter fé!

"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente." Hebreus 11:1-3
"Não deixe a Fé morrer
Não deixe a Fé acabar"

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Namoro segundo o propósito de Deus



O namoro é um tempo de conhecimento mútuo  através do diálogo

Namoro é a demonstração pura do amor e carinho para com o outro.Namoro é tempo de crescer a dois.Amar é dar-se ao outro integralmente, gratuitamente para completá-lo econstruí-lo. E para isto é preciso que você se renuncie, se esqueça.A felicidade verdadeira se constrói quando fazemos o outro feliz; quandoamamos. E a virtude que gera o verdadeiro amor é a renúncia a si mesmo."O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja.O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso.
Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não
guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila
com a verdade. Tudo desculpa. Tudo crê, tudo espera,
tudo suporta. O amor jamais acabará" (I Cor 13,4-7)
O amor não guarda rancor... Saiba que o feio não é brigar,mas não se reconciliar, não saber perdoar.
"Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento" (Ef 4,26b).
Namorar é dialogar. O diálogo é mais do que uma conversa;é um encontro de almas em busca do conhecimento e do
crescimento mútuo. É pelo diálogo que o casal aprende a se
conhecer, ajudam-se mutuamente a corrigir as suas falhas, vencem
as dificuldades, cultivam o amor e se unem cada vez mais.
"Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece emnós e o seu amor em nós é perfeito" (I Jo 4,12).O amor tem muitas faces: a compreensão, a aceitação dooutro, o perdão, a busca da verdade, a paciência, a sinceridade,
a fidelidade, a bondade, e tudo o que faz o outro crescer.
A primeira exigência do amor é aceitar o outro como ele é,com todas as suas qualidades e defeitos. Só assim você poderá
ajudá-lo a crescer, amando-o como ele é, pois "amar não é
querer alguém construído, mas construir alguém querido".
O amor para ser forte e vivo, deve ser renovadoa cada dia com expressões e gestos sinceros.
Você deve conquistar o outro a cada dia!
Ser fiel ao outro não quer dizer apenas não ter outro parceiro;é muito mais do que isto, é ser verdadeiro em tudo. Não ser fingido,
mascarado, mas autêntico, sincero. Totalmente transparente!
Lembre-se do que dizia Saint Exupéry: "o essencial é invisível aos olhos.Só se vê bem com o coração". São Paulo nos lembra que o que é
material é terreno e passageiro, mas o que é espiritual é eterno. Tudo o
que você vê e toca pode ser destruído pelo tempo, mas o que é invisível
aos olhos está apegado ao ser da pessoa e nada pode destruir. Esse é o
verdadeiro valor. A beleza do corpo dela(e) hoje, amanhã não existirá mais
quando o tempo passar, os filhos crescerem... mas aquilo que está no "ser"
dele ou dela, ficará sempre, e é isto que dará estabilidade ao casamento
e garantirá a felicidade duradoura de você, da família e dos filhos.
"O jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio!"Paul Marcel, filósofo cristão francêsO namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não oseu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico.A castidade é a melhor preparação para o casamento!Sem dúvida, o casal de namorados (ou noivos) que souber aguardar
a hora do casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal.
Um namoro puro só será possível com a graça de Deus,com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois
querem se preservar um para o outro. Será preciso então, evitar todas
as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo.
A sua liberdade não depende só do seu corpo, mas do seu espírito,acima de tudo. Ser homem, é exatamente vencer os instintos que
nos querem roubar o dom precioso da liberdade, que custou até
o sangue de Jesus. Para você ser livre é preciso 'conquistar' a sua
liberdade, lutando contra você mesmo, para não ceder aos instintos
cegos que o escravizam. Portanto, ser livre é ser desapegado e
despojado: dos egoísmos, dos vícios e dos prazeres.
Cristo aceitou morrer na cruz para conquistar para você averdadeira liberdade. "É para que sejamos homens livres, que
Cristo nos libertou [do pecado]. Ficai, portanto, firmes e não
vos submetais outra vez ao jugo da escravidão" (Gal 5,1).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Nesta Semana oramos pelas famílias...



Matrimônio no desígnio de Deus

Vocação da pessoa humana na sua totalidade ao amor

O homem imagem de Deus Amor
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor.
Deus é amor e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano.
Enquanto espírito encarnado, isto é, alma que se exprime no corpo informado por um espírito imortal, o homem é chamado ao amor nesta sua totalidade unificada. O amor abraça também o corpo humano e o corpo torna-se participante do amor espiritual.
A Revelação cristã conhece dois modos específicos de realizar a vocação da pessoa humana na sua totalidade ao amor: o Matrimônio e a Virgindade. Quer um quer outro, na sua respectiva forma própria, são uma concretização da verdade mais profunda do homem, do seu «ser à imagem de Deus».
Por conseqüência a sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Esta realiza-se de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte. A doação física total seria falsa se não fosse sinal e fruto da doação pessoal total, na qual toda a pessoa, mesmo na sua dimensão temporal, está presente: se a pessoa se reservasse alguma coisa ou a possibilidade de decidir de modo diferente para o futuro, só por isto já não se doaria totalmente.
Esta totalidade, pedida pelo amor conjugal, corresponde também às exigências de uma fecundidade responsável, que, orientada como está para a geração de um ser humano, supera, por sua própria natureza, a ordem puramente biológica, e abarca um conjunto de valores pessoais, para cujo crescimento harmonioso é necessário o estável e concorde contributo dos pais.
O «lugar» único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o matrimônio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade íntima de vida e de amor, querida pelo próprio Deus, que só a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado. A instituição matrimonial não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade põe-na em segurança em relação ao subjetivismo e relativismo, fá-la participante da Sabedoria Criadora.
O matrimônio e a comunhão entre Deus e os homens
A comunhão de amor entre Deus e os homens, conteúdo fundamental da Revelação e da experiência de fé de Israel, encontra uma sua significativa expressão na aliança nupcial, que se instaura entre o homem e a mulher.
É por isto que a palavra central da Revelação, «Deus ama o seu povo», é também pronunciada através das palavras vivas e concretas com que o homem e a mulher se declaram o seu amor conjugal. O seu vínculo de amor torna-se a imagem e o símbolo da Aliança que une Deus e o seu povo. E o mesmo pecado, que pode ferir o pacto conjugal, torna-se imagem da infidelidade do povo para com o seu Deus: a idolatria é prostituição, a infidelidade é adultério, a desobediência à lei é abandono do amor nupcial para com o Senhor. Mas a infidelidade de Israel não destrói a fidelidade eterna do Senhor e, portanto, o amor sempre fiel de Deus põe-se como exemplar das relações do amor fiel que devem existir entre os esposos.
Exortação Apostólica Familiares Consortio

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mas os que esperam no Senhor renovam suas forças


“…Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40.31
Esperando pelo Senhor recebemos aquilo que nos faz muita falta na época em que vivemos, isto é, a renovação de nossas forças. Você sabe que o Senhor espera até que você resolva confiar nEle? Isso se encontra no profeta Isaías: “Por isso o Senhor espera, para ter misericórdia de vós…” Deus quer se aproximar de você! Ao esperarmos em Deus não nos aproximamos dEle apenas cronologicamente – pois a cada dia que passa Sua vinda está mais próxima –, mas também nos aproximamos em nosso relacionamento com Ele. Nosso estado vai se transformando mais e mais, vamos nos unindo mais e mais a Cristo até nos identificarmos com Ele. Mas esperando por Jesus nossa prática de vida também refletirá uma união profunda com o Senhor. Na espera por Ele, a nossa vida se abre para uma nova e gloriosa verdade: eu pertenço à Igreja de Jesus. Posso descansar nEle, pois sou um com Jesus, sou um membro do Seu corpo. Aquele que espera por Jesus começa a compreender que não precisa mais fazer tentativas desesperadas de permanecer no Senhor, mas experimentará e saberá que realmente já está em Cristo. Você está nEle, e, sendo ramo, você não precisa mais sugar a seiva da videira. Você será constantemente abastecido pela Sua vida, quer você o sinta ou não. E é dessa maneira que a expectativa, a espera por Jesus já pode se tornar uma maravilhosa realidade desde agora.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Em Cristo somos mais que vencedores


A Bíblia nos diz que somos mais do que vencedores por meio de Cristo Jesus o nosso Senhor. Mesmo sabendo esta verdade, não é o que temos visto em muitos cristãos.
Muitas vezes o sentimento de derrota e fracasso tem permeado a mente de muitos homens e mulheres de Deus. Sabemos que o inimigo de nossa alma tenta invalidar aquilo que Deus disse. Quando foi até Jesus ele disse: “Se tu és o filho de Deus, atira-te abaixo.."
Queria o diabo de certa forma colocar uma dúvida na mente de Cristo. Vendo esta ousadia do diabo em tentar Àquele que tem todo poder, podemos avaliar que para ele nos confundir não teria a menor dificuldade. Amado irmão, e é isso que ele faz.
Confundir os filhos de Deus com relação às promessas feitas a nós é a sua principal tarefa. Dizer que você não consegui, que não pode, que outros são melhores do que você e assim por diante.
A Palavra de Deus diz que todo o que é nascido de Deus vence o mundo, e essa é a vitória que vence o mundo a nossa fé (1 Jo 5.4). O cristão que nasce de Deus acredita naquilo que a Palavra de Deus está falando por isso ele vence o mundo, pois sabemos que o mundo jaz no maligno.
Você meu amado é um filho de Deus por meio de Cristo Jesus. Quando estamos falando de filhos estamos falando de vencedores em todas as áreas. Seja no ministério, na família, na área emocional etc. Sabendo você que está justificado em Cristo caminhe na vitória e não dê atenção ao que o diabo diz.
Já parou para avaliar o que a Palavra de Deus diz a seu respeito. Que você pode todas as coisas naquele que te fortalece. Que o Senhor te toma pela sua mão direita e te diz não temas por que Eu o Senhor, te ajudo.
A Palavra de Deus está cheia de versículos nos encorajando a ser mais que vencedores, mas temos sempre um pensamento contrário ao que está escrito quando estamos em dificuldades. Pois é ai meu amado que o nosso adversário entra em ação. A nossa mente é um campo de batalha, a maior de todas as guerras se trava na mente humana e se não vigiarmos o diabo tenta fazer-nos acreditar que estamos vencidos. Paulo diz que as armas da nossa milícia não são carnais mas sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas , anulando nos sofismas (2 Cor 10-4).
Raciocínios falsos com relação àquilo que a Bíblia diz, essa é a principal arma do adversário. Portanto fique sempre com o que está escrito, ainda que não veja acontecer nada como você espera que aconteça. Você não vive pelo que vê e sim por aquilo que crê. Talvez você diga: Eu já sei disso, então ponha em pratica e não deixe de crer que você é mais do que um vencedor (a).
Ainda que todas as situações estejam conspirando contra você, tenha certeza da sua vitória, se crer verás a Glória de Deus. Caminhe sobre as ondas deste mar, jogue por terra estes gigantes e creia, você pode todas as coisas naquele que te fortalece.
Tudo que se levanta contra um filho de Deus, tem como objetivo glorificar o nome do Senhor através da grande vitória que Deus lhe dará. Sempre as lutas e as tempestades que passamos servirão de testemunho do grande livramento de Deus na nossa vida. Ele nos ama e sempre estará pronto a nos socorrer nos momentos mais difíceis que estivermos passando.
Deus é o nosso fiel guarda e a Bíblia diz que não dormita nem dorme Aquele que nos guarda. Acreditando que a Palavra diz exatamente aquilo que Deus quer para nós, seremos sempre mais do que vencedores. Você pode sim todas as coisas. Acredite nisto. Nada pode te deter. Se você é nascido ou nascida de Deus o mundo não poderá te vencer, mas terá de olhar a tua vitória e dizer: “Assim se faz ao homem ou à mulher a quem Deus quer honrar”.

sábado, 11 de agosto de 2012

Para ser feliz verdadeiramente



A sede de felicidade foi colocada em nosso coração pelo próprio Deus, porque ele nos criou para sermos felizes com Ele. Mas o pecado desvirtuou o sentido da felicidade; e agora, ao invés de buscarmos a felicidade que traz alegria, corremos atrás da felicidade que traz somente o prazer.
Inventaram agora um tal SEGREDO, através do qual você pode satisfazer todos os seus desejos não atendidos até hoje; é um sonho, uma miragem no deserto. A felicidade não é esta proposta por esta magia fantasiosa. A Carta da Felicidade é aquela que Jesus nos ensinou no Sermão da Montanha.
Ser feliz não é ter uma vida perfeita, sem dor e sem lágrimas; mas saber usar as lágrimas para regar a esperança e a alegria de viver. Ser feliz é saber usar as pedras nas quais tropeçamos para reforçar as bases da paciência e da tolerância. Não é apenas se encantar com os aplausos e elogios; mas saber encontrar uma alegria perene no anonimato.
Ser feliz não é voar num céu sem tempestade, caminhar numa estrada sem acidentes, trabalhar sem fadiga e cansaço, ou viver relacionamentos sem decepções; é saber tirar a alegria de tudo isto e apesar de tudo isto.
Ser feliz não é só valorizar o sorriso e a festa, mas saber também refletir sobre o valor da dor e a tristeza. Não é só se rejubilar com os sucessos e as vitórias, mas saber tirar as grandes lições de cada fracasso amargo.
Ser feliz é não se decepcionar e nem desanimar com os obstáculos e dificuldades, mas usá-los para abrir as janelas da inteligência e modelar a maturidade.
Ser feliz é ser forte na hora de perdoar, ter esperança no meio da batalha árdua, lutar com bravura diante do medo, saber suportar os desencontros. É acreditar que a vida é a maior empresa do mundo.
Ser feliz é jamais desistir de si mesmo e das outras pessoas. É jamais desistir de ser feliz; vivendo e crendo que a vida é um espetáculo e um banquete.
Ser feliz é uma atitude de vida; uma maneira de encarar cada dia que recebemos como um lindo presente de Deus. É não se esquecer de agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida que se renova.
Ser feliz é crer que há pessoas esperando o seu sorriso e que precisam dele. É saber procurar o que há de bom em tudo e em todos, antes de ver os defeitos e os erros.
Ser feliz é não fazer dos defeitos dos outros uma distância mas uma oportunidade de aproximação e de doação de si mesmo. É saber entender as pessoas que pensam diferente de nós e saber ouvi-las atentamente, sem respondê-las com raiva.
Ser feliz é saber ouvir o que cada pessoa tem a nos dizer, sem prejulgar ou desprezar o que tem para nos dizer. É saber sonhar, mas sem deixar o sonho se transformar em fuga alienante.
Ser feliz é fazer dos obstáculos degraus para subir, sem deixar de ajudar aqueles que não conseguem subir os degraus da vida. É saber a cada dia descobrir o que há de bom dentro de você e usar isto para o seu bem e o dos outros.
Ser feliz é saber sorrir, mas sem se esconder maliciosamente atrás do sorriso; mostrar-se como você é, sem medo. É não ter medo dos próprios sentimentos e ter coragem de se conhecer e de se amar. É deixar viver a criança alegre, feliz, simples e pacífica que existe dentro de você.
Ser feliz é ser capaz de atravessar um deserto fora de si mesmo, mas ser sempre capaz de encontrar um oásis dentro no seu interior.
Ser feliz é ter coragem de ouvir um Não e continuar a caminhada sem desanimar e desesperar. É ser capaz de recomeçar de novo quando se errou o caminho. É acreditar que a vida é mais bela do que a suas dores, desafios, incompreensões e crises.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se fazer autor da própria história.
Ser feliz é ter maturidade para saber dizer “eu errei”; “eu não sei”; “eu preciso de você”…
Ser feliz é ter os pés na terra e a cabeça nas estrelas; ser capaz de sonhar, sem medo dos sonhos, mas saber transformar os sonhos em metas.
Ser feliz é ser determinado e nunca abrir mão de construir seu destino e arquitetar sua vida; não ter medo de mudanças e saber tirar proveito delas. Saber tornar o trabalho objeto de prazer e  realização pessoal.
Ser feliz é estar sempre pronto a aprender e se orgulhar de absorver o novo. Ter coragem para abrir caminhos, enfrentar desafios, criar soluções, correr riscos calculados. Sem medo de errar.
Ser feliz é saber construir equipes e se integrar nelas. Não tomar para si o poder, mas saber compartilhá-lo. Saber estimular e fortalecer os outros, sem receio que lhe façam sombra. É saber criar em torno de si um ambiente de fé  e de entusiasmo.
Ser feliz é não se empolgar com seu próprio brilho, mas com o brilho do resultado alcançado em conjunto. É ter a percepção do todo sem perder a riqueza dos detalhes.
Ser feliz é não se esquecer de agradecer o Sol, desfrutar gratuitamente dos encantos da natureza, do canto dos pássaros, do murmúrio do mar, do brilho das estrelas, do aroma das flores, do sorriso das crianças.
Ser feliz é cultivar muitas amizades; é estar pronto para ser ofendido sem ofender, sem julgar e condenar.
Ser feliz é não ter inveja e saber se contentar com o que se tem; é saber aproveitar o tempo que passa; é não sofrer por antecipação o que ainda não aconteceu; é saber valorizar acima de tudo a vida.
Ser feliz é falar menos do que se pensa; é cultivar uma voz baixa. É nunca deixar passar uma oportunidade sem fazer o bem a alguém.
Ser feliz é saber chorar com os que choram, sorrir com os que sorriem, rezar com os que rezam.
Ser feliz é saber discordar sem se ofender e brigar; é recusar-se a falar das faltas dos outros; é não murmurar.
Ser feliz é saber respeitar os sentimentos dos outros; não magoar ninguém com gracejos e críticas ácidas.
Ser feliz é não precisar ficar se justificando; pois os amigos não precisam de explicações e os inimigos não acreditam nelas.
Ser feliz é nunca se revoltar com a vida; é agir como a árvore que permanece calada mesmo observando com tristeza que o cabo do machado que a corta é feito de sua madeira.
Ser feliz é ser como a raiz da árvore que passa a vida toda escondida para poder sustenta-la.
Ser feliz é não deixar que a tristeza apague o seu sorriso; é não permitir que o rancor elimine o perdão; que as decepções eliminem a confiança; que o fracasso vença o desejo da vitória; que os erros vençam os acertos; que a ingratidão te faça parar de ajudar; que a velhice elimine em você o animo da juventude; que a mentira sufoque a verdade.
Ser feliz é ter força para ser firme, mas ter coragem para ser gentil; é ter coragem para ter dúvida.
Ser feliz é ter o universo como caminho; o amor como lei; a paz como abrigo; a experiência como escola; a dificuldade como estímulo; o trabalho como benção; o equilíbrio como atitude; a dor como advertência; a perfeição como meta.
Ser feliz é amar a Deus e ao próximo.
Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Papa Bento XIV aos jovens - Nos revelou o rosto de Deus que é amor...


Tenho o prazer de enviar as minhas cordiais saudações a Vós, aos colaboradores do Pontifício Conselho para os Leigos e a todos que participam do X Encontro Internacional de Jovens, que acontece nesta semana, em Rocca di Papa, com o tema "Aprender a amar". Com carinho especial me dirijo aos jovens delegados das Conferências Episcopais e dos vários Movimentos, Associações e Comunidades internacionais, provenientes dos cinco continentes. Estendo o meu pensamento aos ilustres oradores, que trazem para o encontro a contribuição de sua competência e experiência.

"Aprender a amar": este tema é central na fé e na vida cristã, e me alegro que tenhais a oportunidade de aprofundá-lo. Como sabem, o ponto de partida de toda a reflexão sobre o amor é o mistério do próprio Deus, porque o coração da Revelação Cristã é este: Deus caritas est. Cristo, na Sua paixão, no Seu dom total, nos revelou o rosto de Deus que é Amor.

A contemplação do mistério da Trindade nos faz entrar neste mistério de Amor eterno, que é fundamental para nós. As primeiras páginas da Bíblia afirmam, de fato, que: "Deus criou o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou: homem e mulher os criou" (Gn 1, 27). Pelo próprio fato de que Deus é amor e o homem é Sua imagem, compreendemos a identidade profunda da pessoa, a sua vocação ao amor. O homem é feito para amar; a sua vida se realiza plenamente apenas se é vivida no amor. Após refletir por um longo tempo, Santa Teresa do Menino Jesus compreendeu assim o significado da sua existência: "A minha vocação é o Amor!" (Manuscrito B, folha 3).

Exorto os jovens presentes neste Encontro, a fim de que busquem, com todo o coração, descobrir a própria vocação para o amor, como pessoas e como batizados. É esta a chave de toda a existência. Possam, portanto, investir todas as próprias energias para aproximar-se de tal meta dia após dia, sustentados pela Palavra de Deus e pelos Sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia.

A vocação para o amor assume formas diferentes de acordo com o estado de vida. Neste Ano Sacerdotal, me alegra recordar as palavras do Santo Cura d'Ars: "O Sacerdócio é o amor do Coração de Jesus". No seguimento de Jesus, os sacerdotes dão a vida para que os fiéis possam viver do amor de Cristo. Chamados por Deus para doar-se inteiramente a Ele, com o coração indiviso, as pessoas consagradas no celibato são também um sinal eloquente do amor de Deus pelo mundo e da vocação de amar a Deus sobre todas as coisas.

Gostaria, também, de exortar os jovens delegados a descobrir a grandeza e a beleza do Matrimônio: a relação entre o homem e a mulher reflete o amor de Deus de uma forma toda especial; por isso o vínculo conjugal assume uma dignidade imensa. Através do Sacramento do Matrimônio, os cônjuges são unidos a Deus e através de sua relação manifestam o amor de Cristo, que deu sua vida pela salvação do mundo. Em um contexto cultural em que muitas pessoas consideram o Matrimônio como um contrato temporário que se pode infringir, é de vital importância compreender que o verdadeiro amor é fiel, doação definitiva de si. Porque Cristo consagra o amor dos casais cristãos e se empenha com eles, esta fidelidade não somente é possível, mas é a via para entrar em uma caridade ainda maior. Assim, na vida cotidiana do Casal e da família, os cônjuges aprendem a amar como Cristo ama. Para corresponder a essa vocação, é necessário um sério percurso educativo, e este Encontro também se coloca em tal perspectiva.

Esses dias de formação mediante o encontro, a escuta das conferências e a oração em comum, devem também ser um estímulo para todos os jovens delegados a se tornarem testemunhas para os seus cntemporâneos do que tendes visto e ouvido. Trata-se de uma verdadeira e própria responsabilidade, para a qual a Igreja conta com eles, que possuem um papel importante a desempenhar na evangelização dos jovens de seus próprios países, a fim de que respondam com alegria e fidelidade ao mandamento de Cristo: "que vos ameis uns aos outros como eu Eu amei a vós" (Jo 15, 12).

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A realidade das novas comunidades e a abertura aos diversos estados de vida


DISCERNIR O ESTADO DE VIDA



Por André Luis Botelho de Andrade (Fundador da Comunidade Pantokrator)
Nós estamos aqui, nesse encontro de Novas Comunidades, e que tem como tema os estados de vida, para refletir sobre essa realidade dentro das novas comunidades e que é uma surpresa do Espírito Santo na Igreja. Homens e mulheres, em todos os estados de vida (casados, celibatários, sacerdotes e solteiros) que consagram sua vida dentro de uma mesma comunidade.
No mundo em que esta realidade foi desfigurada pelo maligno, o Espírito Santo faz surgir homens e mulheres que, em todos os estados de vida, consagram sua vida a Deus, como que, uma reação do Espirito na Igreja. Homens e mulheres que vivem sua sexualidade, sua capacidade de amar, segundo o projeto de Deus.
Nós temos a capacidade de viver o amor, talvez o maligno aponte em nós uma mentira dizendo que você não é capaz de amar, de viver uma relação fiel, de consagrar sua vida. Se Deus te chama a uma realidade, seja ela qual for, e é uma realidade de amor, tenha certeza de você é capaz sim de realizá-la. Você foi criado para amar e o Espírito Santo nos dá a graça de amar. As Novas Comunidades são chamadas a anunciar essa verdade que está no coração de Deus.
Em minha comunidade temos inúmeros casais, com seus desafios e dificuldades, mas que têm vivido o projeto de Deus para o seu matrimônio. Assim como os celibatários. Nós cremos na Palavra de Deus e não na palavra do mundo, que proclama a falência do amor humano.
Hoje estamos aqui para proclamar que o amor humano é possivel verdadeiramente. E nós temos uma medida alta sobre o amor, segundo o projeto de Cristo no Evangelho. O amor não é prazer, apenas, é entrega, sacrifício, doação, desejo de existir para o outro. E as nossas comunidades precisam formar seus membros para viver esse amor.
O carisma é uma grande graça, e aqui está o grande diferencial do Espírito Santo, que é dar um carisma para que os homens e mulheres vivam seus estados de vida dentro desse carisma.
São três os estados de vida que se movem dentro da Igreja: o matrimônio, o celibato e o clerical. Existem outras realidades particulares, mas os estados de vida são realmente esses três.
Mas o que é um estado de vida? Primeira coisa, é uma vocação. Não é uma mera escolha humana, onde eu decido e quero viver de uma determinada maneira, mas é um chamado.
O estado de vida, minha vocação, é uma forma através da qual eu vou fazer um perene encontro com Cristo. E, por isso, viver um estado de vida significa fazer uma experiência de Cristo naquela maneira de viver. E aqui está um ponto para o discernimento do estado de vida. De que maneira você faz melhor a experiência de Cristo?
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Eu sou casado e testemunho pra vocês que meu matrimônio tem sido para mim uma experiência de Cristo. Quando vivemos o princípio, aquilo que está no coração do Pai, o sonho de Deus, nós fazemos ali uma experiência viva, santificadora, de conversão. E isso não é mera emoção, mas é muito mais. É a experiência do dar-se com Cristo e para o outro. É a experiência de encontrar a verdadeira realidade humana, no ato de dar-se para alguém que Deus colocou ao seu lado, para que você gaste sua vida por ela.
O estado de vida é um lugar da experiência de Cristo, não é lugar de mero romantismo. Esta é uma realidade que desfigurou o matrimônio, a realidade romanticista, onde o homem simplesmente considera suas relações humanas como afeto, paixão, e desconsidera o amor. O amor pressupõe doação. As pessoas se casam querendo viver a emoção de uma paixão. A paixão está dentro da relação, mas pode não estar em um determinado momento.
Um estado de vida se trata de um dom de Deus e de uma decisão humana. Se trata do encontro da liberdade de Deus que chama e da liberdade do homem que responde. Portanto é uma resposta.
Muitas vezes as pessoas ficam esperando uma resposta de Deus, sendo que a resposta é minha. As pessoas esperam coisas extraordinárias para tomar uma decisão sobre sua vocação. Enquanto sou eu que preciso dar minha resposta para que Deus me mostre sua vontade.
A vocação é uma realidade estável. Estado de vida é um “ser estável”, quer dizer que é uma maneira estavel de existir. Não é que hoje sou casado, amanhã não sou, o matrimonio não é indelével. Mas hoje a minha identidade é intrinsicamente configurada a este estado. A minha vocação não está “ao léu” das emoções e sentimentos.
O estado de vida é um dom e eu respondo a este dom por assumir a esta maneira de viver. Enquanto uma existência estável. No matrimônio, por exemplo, é feito sob a graça do Sacramento e não está sujeito às emoções e às paixões. Mas é uma decisão de viver de determinada forma. Não é mero sentimento, é decisão.
E talvez esta seja uma das coisas mais importante: o estado de vida é uma maneira de servir ao Reino de Deus, de servir a Cristo.
Qual a melhor maneira, onde eu sou feliz, servindo ao Reino de Deus? O Reino de Deus é a maneira em que você vai servir a Deus, em que você vai amar, vai construir o Seu Reino. Isso é muito importante, porque muitas vezes, no discernimento do estado de vida, pensamos “de que maneira vou ser feliz? Realizar meus sonhos. Qual a melhor maneira de eu receber amor?” Mas é o contrário. O estado de vida é uma missão, a pergunta correta é: “qual a maneira que você vai ter uma existência doada, que você vai servir?”.
É uma maneira específica de gastar a vida, não é a maneira de viver meus sonhos. Essas coisas vem por acréscimo da busca do Reino de Deus. Se vivemos o nosso sacramento enquanto, realmente, uma configuração a Cristo, uma maneira que eu vou amar a Cristo, essas coisas vem por acréscimo segundo a vontade de Deus.
Haverá um tempo em quem a vivência do estado de vida não trará emoção nenhuma, mas será apenas doação. Em que o romantismo, a emoção passará. Viveremos o deserto onde deixamos coisas superficiais, para possuirmos coisas essenciais.
O discernimento do estado de vida é muito importante. Enquanto a pessoa não discerne seu estado de vida, ela permanece instável, tende a ter um fator de instabilidade e, portanto, em nossa maturidade humana é fator fundamental que se tome uma decisão por um estado de vida.
O discernimento no estado de vida não é simples escolha, mas é a descoberta da vontade de Deus e a capacidade de decidir por ela. O termômetro do discernimento não são renúncias de uma determinada vocação. Você não discerne seu estado de vida, vocação, pautado em renúncias que esta vocação te impõe. É preciso tomar muito cuidado, porque o ponto para se discernir uma vocação é a realização humana em Deus. Vivemos, muitas vezes, renúncias, mas fazendo nela a experiência de Cristo você é feliz. Não temos que ponderar o discernimento da vocação em uma felicidade egoista, mas o encontro existencial, motivo pelo qual fui criado e, fomos criados para amar, e nesta maneira, com suas renúncias, eu sou feliz.
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É interessante que, muitas vezes, é ali nesta renúncia que está sua experiência mais íntima de Cristo. Fazendo o que minha humanidade não gosta, no vazio de minha humanidade que faço a autêntica experiência de Cristo.
O inimigo nos acusa, dizendo que não somos capazes de viver a vontade de Deus, que não somos capazes de viver a castidade, o matrimônio, de viver numa comunidade, de ser santo… muitas vezes nós damos maior importância a nossa humanidade, nossa miséria, do que à graça de Deus. Se Deus te chama, a graça Dele te capacita a viver, Se Ele te chama, dê a reposta. Tenha a ousadia de dar a resposta.
Nós temos que exigir, em nossa vocação, o compromisso de santidade e fé na Graça que me santifica. O que nós devemos fazer não é dizer “eu não sou santo”, mas entender que sou chamado à santidade, mas estou encaminhada a esta realiadde que eu ainda não conquistei, porém isso não me acusa, isso não denigre a minha dignidade. São coisas sutis, mas grandes, entender suas fraquezas, mas ver a misericórdia de Deus.
Quando falamos em discernimento de estado de vida, falamos da busca da vontade de Deus. Ela precisa ser escutada (sobretudo na oração), discernida (e não decidida), buscada, obedecida e concretizada.
Jesus era um perseguidor da Vontade de Deus, mais que isso, em João 4, 34 ele diz: “Meu alimento é fazer a Vontade do Pai”.
Para o discernimento de uma vocação é preciso amar, perseguir e sobreviver da vontade de Deus. Nós temos que ser amantes da vontade de Deus e, a partir dela, em nossas vidas, nós vivermos aquilo que está dentro da Sua Vontade. Isso é importante porque, muitas vezes, as pessoas centram as coisas da sua vida, até mesmo as profissionais, como se fossem o centro da sua vida.
Jesus, em uma passagem de São João 12, 27, diz: “Pai, salva-me desta hora? Mas, precisamente para esta hora que eu vim”. Nós temos que entender qual é a minha hora. Eu estou nesse mundo para fazer a vontade de Deus, e dentro dela está tudo o que configura minha vida.
Somente quando tivermos esse compromisso, seremos capazes de viver as exigências de Deus dentro do nosso estado de vida porque, muitas vezes, nós enquadramos nossas vidas dentro de uma realidade que nós queremos e que não é a vontade de Deus. Jesus se alimentava da vontade de Deus.
É justamente nessas exigências do amor, da nossa vocação, do nosso estado de vida, que nós fugirmos e quando isso acontece não fazemos a experiência de Cristo que não faz conhecer a experiência de nossa vocação.
Na hora difícil nós temos que amar profundamente a vontade de Deus e sendo verdadeiramente alimentados pela Vontade Dele nas exigências da minha vocação, do meu estado de vida, da minha comunidade. Precisamos sobreviver da vontade de Deus. E quando essa vontade se manifesta é preciso assumi-la.
São quatro elementes para o discernimento do estado de vida.
1- Ver o que Deus move no coração.
Vivemos numa sociedade barulhenta, muitas vezes não conseguimos estar no silêncio. Precisamos aprender a viver o silêncio do profundo encontro com aquilo que Deus está movendo no coração. É o silêncio de não ficar distraído com as situações.
2- Ver os sinais de Deus.
O que Ele está falando pelos fatos, pessoas e sua Palavra. Para discernir um estado de vida é preciso destreza e atenção aos sinais. Não dá para se apegar a um sinal apenas e entender como vontade de Deus. É preciso pegar outros elementos, o que está no meu coração, na minha história. Observar os sinais que Deus está dando.
3- Ponderar os frutos daquela decisão.
Essa decisão gera paz e serenidade ao meu coração?
4- Submeter o discernimento a um diretor espiritual ou a um formador.
É preciso ponderar esses quatro pontos para se tomar uma decisão. E quando você constatar é preciso tomar a decisão e se responsabilizar pelo que você decidiu.
O papel da comunidade no discernimento é:
1- Orientar a pessoa para a vontade de Deus
Ajudá-la a perceber a vontade de Deus e decidir por essa vontade. Não é decidir por ela.
2- Acolher ou não, a decisão do estado de vida da pessoa
E entender que, se eu faço a experiência pascal de Cristo na comunidade eu vou levar essa riqueza para minha família. Casais que vivem na comunidade e não vivem a experiência pascal de Cristo na comunidade é um desatre, porque o tempo que se tira para a comunidade não é compensado por uma vivência amorosa na familia. Quando vivemos a experiência pascal, eu estou ali em minha casa para me dar à minha familia. E uma experiência bem vivida em minha familia, me leva a uma boa experiência na comunidade. Então acontece uma complementariedade, tanto na comunidade, como na família.
Vocação, estado de vida, é lugar de ser feliz.
Nas exigências, nos sacrifícios, é o lugar da “sua hora, mas é precisamente para isso que eu vim”. É lugar da sua paixão, da sua morte, mas, também, da sua ressurreição, de viver o amor, a vontade de Deus. Tudo isso, se vivermos a experiência pascal em nossa vocação.