sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"A LÓGICA DE DEUS É SEMPRE OUTRA COM RELAÇÃO À NOSSA



Palavras do Papa durante a oração do Angelus

CASTEL GANDOLFO, domingo, 23 de setembro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir as palavras que o Santo Padre Bento XVI dirigiu hoje aos fiéis reunidos em Castel Gandolfo na oração do tradicional Ângelus.
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Queridos irmãos e irmãs!
No nosso caminho pelo Evangelho de Marcos, domingo passado, entramos na segunda parte, ou seja, na última viagem para Jerusalém e para o climax da missão de Jesus. Depois de que Pedro, em nome dos discípulos, professou a fé Nele reconhecendo-o como o Messias (cfr. Mc 8, 29), Jesus começou a falar abertamente sobre o que lhe acontecerá no final. O Evangelista narra três sucessivas predições da morte e ressurreição, nos capítulos 8, 9 e 10: nesses Jesus anuncia de modo cada vez mais claro o destino que o aguarda e a sua intrínseca necessidade. A passagem desse domingo contêm o segundo destes anúncios. Jesus diz: “O Filho do homem – expressão com a qual se auto denomina – será entregue nas mãos dos homens e o matarão; mas, uma vez morto, depois de três dias ressuscitará” (Marcos 9, 31). Os discípulos “porém não entendiam estas palavras e tinham medo de interrogá-lo” (v. 32).
Na verdade, lendo esta parte da narração de Marcos, fica evidente que entre Jesus e os discípulos há uma profunda distância interior; encontram-se, por assim dizer, em dois patamares diversos, de tal forma que os discursos do Mestre não são compreendidos, ou o são somente superficialmente. O apóstolo Pedro, logo após ter manifestado a sua fé em Jesus, se permite corrigi-lo porque tinha previsto a rejeição e a morte. Depois do segundo anúncio da paixão, os discípulos começam a discutir entre eles quem era o maior (cfr. Mc 9, 34); e depois do terceiro, Tiago e João pedem a Jesus para poder sentar à sua direita e à sua esquerda, quando estiver na glória (cfr. Mc 10, 35-40). Mas existem vários outros sinais desta distância: por exemplo, os discípulos não conseguem curar um menino epiléptico, que em seguida, Jesus cura com o poder da oração (cf. Mc 9,14-29); ou quando apresentam para Jesus crianças, os discípulos as censuram, e Jesus ao contrário, indignado, diz para eles permanecerem e afirma que somente quem é como eles pode entrar no Reino de Deus (cfr. Mc 10,13-16).
O que tudo isso nos diz? Nos lembra que a lógica de Deus é sempre "outra" com relação à nossa, como revelou Deus mesmo por boca do profeta Isaías: "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, /os vossos caminhos não são os meus caminhos" (Is 55, 8). Por isso, seguir o Senhor requer sempre do homem uma profunda conversão, uma mudança no modo de pensar e de viver, requer abrir o coração à escuta para deixar-se iluminar e transformar interiormente. Um ponto-chave em que Deus e o homem se diferenciam é o orgulho: em Deus não há orgulho, porque Ele é total plenitude e é completamente voltado para amar e doar a vida; em nós homens, no entanto, o orgulho está profundamente enraizado e requer constante vigilância e purificação. Nós, que somos pequenos, desejamos ser grandes, ser os primeiros, enquanto que Deus não teme abaixar-se e fazer-se o último. A Virgem Maria está perfeitamente “sintonizada” com Deus: invoquemo-la com confiança, para que nos ensine a seguir fielmente a Jesus no caminho do amor e da humildade.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dia 27 de setembro ... 13 anos evangelizando por amor a Deus, em favor dos irmãos

Amanhã a Comunidade Católica está em festa e queremos partilhar desta alegria com você.
Há treze anos atrás nascia de uma forma muito simples a Comunidade Divino Oleiro de um querer de Deus, de uma Obra de Amor do Pai.
Fomos gerados, desejados e hoje somos formados a cada dia pelas mãos ternas e vigorosas do nosso Divino Oleiro.
No dia 27 de setembro de 1999, na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, nos Ingleses, paróquia recém assumida pelo neo sacerdote Pe. Marcio Alexandre Vignolli, um padre ardoroso e zeloso em seu ministério, nascia a nossa comunidade, de um anseio profundo de Pe. Marcio ter mais braços, mais pernas, mais corações. Com a chegada de dois casais vindos de Joinville iniciava-se uma nova história.
Assumia a nova paróquia e sabendo do grande desafio que estava recebendo, pediu ao Senhor mais corações para que pudesse amar mais, mais braços para trabalhar mais, mais pernas, para evangelizar mais.
Trazemos como espiritualidade, deixar-se modelar pelas mãos ternas e vigorosas do Divino Oleiro. Temos como temas inspiracionais três textos: Gênesis 4, 7 que nos lembra a nossa humanidade, fomos formados do pó do barro, Jeremias 18, 6 reconhecendo que estando nas mãos de Deus somos por Ele cuidados, sabendo que Deus nos molda com Suas mãos ora ternas ora vigorosas, e ainda II  Coríntios 4, 7 que nos faz lembrar que trazemos as riquezas de Cristo em nossos frágeis vasos de barro.
Como carisma, somos inspirados por Deus para com nossa pequenez, suprir as lacunas da evangelização, e temos como lema: Tudo ser e fazer por Amor a Deus, em favor dos irmãos.
Celebremos com alegria os 13 anos da Comunidade Católica, evangelizando Por amor a Deus, em favor dos irmãos.

Parabéns Comunidade  Católica Divino Oleiro !!!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Você é um plano de Deus

“Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: Antes que no seio materno fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado e te havia designado profeta das nações.” Jr 1, 4-5
Quando Deus nos criou, Ele nos deu também um plano de amor para a nossa vida. Cada um de nós é um plano de Deus. Se este plano que Deus tem para a sua vida não for realizado por você, ninguém mais vai realizá-lo, porque ele é seu, é único, é intransferível.
Deus nos chama para viver a nossa vida dentro de seu plano de amor. Às vezes, Ele nos pede coisas que vão além das nossas capacidades humanas. O plano de amor de Deus para alguns envolve viver com familiares difíceis ou enfrentar dificuldades na área da saúde, das finanças, dos relacionamentos, mas é através desse plano de amor que Deus vai nos levar à salvação, nossa e das pessoas que nos cercam. Na verdade, de todos nós Deus pede coisas que vão além de nossas forças: amar os inimigos, abençoar os que nos maldizem, perdoar quem nos ofende e muitas outras coisas difíceis de realizar.
Por que o Senhor nos pede coisas que humanamente não podemos realizar? Jesus disse aos apóstolos: “Se eu não for não virá sobre vós o Espírito Santo.”(cf Jo 16,7) Nossa capacidade para realizar coisas difíceis vem de Deus, vem do Espírito Santo, a Força do Alto que Deus nos envia.
Quando o Senhor pediu a Maria para ser a mãe do Messias, isso parecia impossível e ela disse: “Como isso será possível?” O Anjo respondeu: “Não temas. Isso se fará pelo poder do Espírito Santo.” (cf Lc 1, 35)
O segredo é ter comunhão contínua, constante com o Espírito Santo e tudo o que parece impossível se tornará possível.
São Tomás Aquino nos ensina que para cada novo chamamento de Deus, uma porção nova do Espírito nos é dada. Quando o Espírito Santo gerou Jesus no ventre de Maria, Ele a cobriu com sua sombra e deu a ela uma nova unção para que pudesse cumprir com seu papel de mãe do Salvador. Essa unção veio a Maria porque ela rendeu-se à vontade de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc1, 38)
Quando de todo coração nós nos rendemos à vontade de Deus, vem a unção para que possamos cumprir com sua vontade. “Quanto a vós, a unção que dele recebestes permanece em vós. E não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, assim ela é verdadeira e não mentira.” I Jo 2, 27.

Com essa certeza de que o Espírito Santo nos capacita a cumprirmos o plano de Deus para a nossa vida, podemos ir com alegria viver o nosso chamado. Não estamos sozinhos, Deus mesmo nos assiste com a sua graça.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Deus está no controle de tudo


A sabedoria de Deus
       Muitas vezes não compreendemos ou não aceitamos certos acontecimentos em nossas vidas ou na vida de outros,  principalmente, quando são parentes ou pessoas queridas. Achamos que, se o Senhor é bom é um Deus de amor, e essas dores pelas quais passamos muitas vezes, não estão de acordo com a Tua infinita bondade e incomensurável amor. Alguns, até afirmam que se Deus é amor, esses males, essas dores e tragédias, não deveriam fazer parte do dia a dia do ser humano.  
       Deus é amor, Deus é justo, Deus é magnânimo, Deus nos ama verdadeiramente, a tal ponto que deu o seu próprio Filho em resgate de todos nós, que andávamos em pecado.  Esquecemos, porém, de que Deus é sapientíssimo, de que Deus é soberano, e que a sua sabedoria é loucura para os homens. Todo e qualquer acontecimento que não  entendemos e não aceitamos, está debaixo da soberania de Deus, e o fato de não entendê-los, não nos dá o direito de não aceitá-los ou repudiá-los. Por maior que seja a tristeza e o sofrimento vivido num determinado momento ou época, não temos o direito de duvidar da sabedoria e do Amor de Deus e  nem dos acontecimentos que ele permitiu acontecer em nossas vidas ou de nossos parentes e amigos. Alguns desses momentos de dor, nos são enviados pelo próprio Deus, outros com a permissão dEle, com um propósito que não cabe muitas vezes na nossa compreensão, humana e falha.
        Deus não nos conduz e orienta pensando apenas no momento presente ou no futuro imediato. Muitas vezes, acontecimentos que vão influir poderosamente no nosso futuro longínquo, dez ou quinze anos depois, foram administrados por Deus, naquele passado triste e distante. E, muitos deles, por mais tristes e arrebatadores que tenham sido na época, hoje se nos apresentam como uma bênção extraordinária. Outros nem tanto, o que não significa que Deus se eximiu. Por que Deus é Deus e a sua sabedoria e propósitos nem sempre temos a capacidade de compreender. A sabedoria de Deus é tão incomensurável, que, ao nos compararmos com Ele, é como se comparássemos o conhecimento e sabedoria de uma pequena formiga, com a sabedoria de Albert Einstein. É como se tentássemos explicar a teoria da relatividade para um inseto.
 Lembremo-nos por exemplo de Moisés, que fugiu espavorido do Egito, depois de matar aquele egípcio com o qual brigara ao defender um irmão hebreu. Quarenta anos depois, o Senhor o chamou junto a uma sarça ardente e o incumbiu de levar o Seu povo à terra prometida. Como também José, que foi vendido pelos irmãos, e, muitos anos depois, salvou toda a sua família da terrível fome que avassalou a Judéia.
        Deus á assim. Deus não tem de nos dar explicações, ele é soberano. Ele é Deus. Ao entregar nossas vidas a Ele, nascemos de novo, e Ele passa a comandar nossos atos e pensamentos. Aprendamos a consultá-lo, em todos os nossos passos, e não tomemos nenhuma decisão sem ouvir a Sua voz, sem conhecer a Sua vontade sobre nossas vidas; quando Ele bater à porta do nosso coração e pedir permissão para entrar em nossas vidas; e se nós O convidarmos para entrar, Ele entrará, ceará conosco, habitará entre nós e transformará nossas vidas. Eis que nos transformaremos em novas criaturas, não mais viveremos nós, Cristo viverá em nós. Seremos lavados e remidos pelo sangue de Jesus.
        E então, não mais questionaremos Suas decisões, Sua criação e seu Amor. Compreenderemos a sua palavra, conviveremos com o Seu Espírito Santo, que nos ensinará todas as coisas. E saberemos que Deus é Deus. Saberemos que Deus sem nós continua sendo Deus e que nós sem Deus não somos nada. Olharemos os que sofrem não mais com indiferença, mas com amor e misericórdia. Seremos luz, que ilumina, e sal que salga a terra, vivendo o fraterno amor de Jesus, na compaixão pelos que sofrem, e na compreensão e ajuda aos que erram. 
        Oremos: “Que a nossa mente possa se transformar numa mente semelhante à Tua, meu Deus. Por que nós nada somos sem Ti. Tu és o nosso pão, nosso alimento,  nossa Fé, nossa esperança. Que a Tua vontade seja feita em nós, Senhor. Que a Água Viva que desce do Teu trono, possamos beber, em busca da santidade e de uma maior comunhão contigo, ó Pai. Que nossos atos sejam sempre para honrar, dignificar e exaltar o Teu Santo Nome. Senhor! Habita em nós, maravilhoso Deus, o Deus único e verdadeiro.”
        "Santo, Santo, Santo! Só Tu és Santo, só Tu és onipresente, onisciente e onipotente. Tudo Tu sabes, tudo Tu vê, tudo Te pertence, por que Tu és o criador. Nada acontece sem a Tua permissão ou que não seja da Tua vontade, Senhor. Amém!”
         

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

É preciso perder o medo de errar


O humilde não tem medo de errar

Quem se reconhece e se aceita, quem é humilde, não tem medo de errar. Por quê? Porque se, depois de ponderar, prudentemente, a sua decisão, ainda cometer um erro, isso não o surpreenderá, pois sabe que é próprio da sua condição limitada. São Francisco de Sales dizia de uma forma muito expressiva: “Por que se surpreender que a miséria seja miserável?”.Lembro-me ainda daquele dia em que subia a encosta da Perdizes, lá em São Paulo, para dar a minha primeira aula na Faculdade Paulista de Direito, da PUC (Pontifícia Universidade Católica). Ia virando e revirando as matérias, repetindo conceitos e ideias. Estava nervoso; não sabia que impressão causariam as minhas palavras naqueles alunos de rosto desconhecido. E se me fizessem alguma pergunta a qual eu não saberia responder? E se, no meio da exposição, eu esquecesse a sequência de ideias?Entrei na sala de aula tenso, com um sorriso artificial. Comecei a falar. Estava excessivamente pendente do que dizia, nem olhava para a cara dos alunos. Falei quarenta e cinco minutos seguidos sem interrupção, sem consultar uma nota sequer.Percebi, porém, um certo distanciamento da “turma”, um certo respeito. Um rapaz, muito comunicativo e inteligente, talvez para superar a distância criada entre o grupo e o professor, aproximou-se e me cumprimentou: “Parabéns, professor. Que memória! Não consultou, em nenhum momento, os seus apontamentos. Foi muito interessante!"

Assista também: "O Senhor está do meu lado", com padre José Augusto


Respirei, mas, desconfiado, quis saber: "Você entendeu o que eu disse?" Admirou-se com a minha pergunta; não a esperava. Sorrindo, encabulado, confessou-me: "Entendi muito pouco, e, pelo que pude observar, a 'turma' entendeu menos ainda".A lição estava clara: "Dei a aula para mim e não para eles. Dei a aula para demonstrar que estava capacitado, mas não para ensinar”. Faltara descontração, didática, empatia; não fizera nenhuma pausa, nenhuma pergunta. Fora tudo academicamente perfeito, como um belo cadáver. Fora um fracasso.Lembro-me também que, quando descia aquela encosta, fiz o propósito de tentar ser mais humilde, de preparar um esquema mais simples, de perder o medo de errar, esse medo que me deixara tão tenso e tão cansado; de pensar mais nos meus alunos e menos na imagem que eles pudessem fazer de mim. E se me fizessem uma pergunta a qual não soubesse responder, o que diria? Pois bem, diria a verdade, que precisava estudar a questão com mais calma e, na próxima aula, lhes responderia. Tão simples assim.Que tranquilidade a minha ao subir a encosta no dia seguinte! E que agradecimento dos alunos ao verem a minha atitude mais solta, mais desinibida, mais simpática! Uma lição que tive de reaprender muitas vezes ao longo da minha vida de professor e de sacerdote: a simplicidade, a transparência e a espontaneidade são o melhor remédio para a tensão e a timidez e o recurso mais eficaz para que as nossas palavras e os nossos desejos de fazer o bem tenham eco.Não olhemos as pupilas alheias como se fossem um espelho, no qual se reflete a nossa própria imagem; não estejamos pendentes da resposta que esse espelho possa dar às perguntas que a nossa vaidade formula continuamente: "O que é que você pensa de mim? Gostou da colocação que fiz?" Tudo isso é raquítico, decadente, cheira ao mofo do próprio "eu", imobiliza e retrai, inibe e tranca a espontaneidade. Percamos o medo de errar e erraremos menos.
Dom Rafael Llano Cifuentes 
Arcebispo Emérito de Nova Friburgo (RJ)

domingo, 9 de setembro de 2012

Minha relação com Deus e com o próximo



O mais importante é ter plena confiança nEle

Para conseguir ter uma relação íntima com Deus, o principal é ter plena confiança Nele, e esta confiança não será alcançada se não estiver fundada no amor de um Deus bondoso e misericordioso.
O fato de viver uma vida consagrada a Deus não necessariamente implica que experimentemos uma relação íntima e profunda com Ele, isto é, a confiança é o sentimento principal para poder conseguir uma verdadeira e profunda experiência com Deus. Esta confiança nos permite conhecer um Deus bondoso e misericordioso, que não somente é capaz de conhecer e entender nossas necessidades, mas que também pode saciar a mais intensa ansiedade ou sensação de vazio que possamos experimentar. Em outras palavras, esta confiança e experiência de Deus é o que nos permite, por sua vez, viver os dons da fé e da esperança, até mesmo nas piores dificuldades da vida, assim como experimentar uma verdadeira relação íntima e profunda com Deus.
Neste sentido, a confiança, o fato de se deixar cair nos braços de Deus, não somente nos permite aceitar totalmente a bondade divina, como também – por sua vez – nos permite conhecer quem somos, a nossa capacidade inata de bondade, de generosidade e de amar a nós mesmos e aos demais, dando como conseqüência uma melhor relação com todo aquele que estiver ao nosso redor.
Pelo contrário, quando temos um conceito de um Deus castigador, pouco ou nada misericordioso, não é possível confiar Nele, em nós mesmos, nem muito menos nas outras pessoas, por isso, é provável que este sentimento de insegurança, de medo e de solidão que produz a falta de confiança em Deus, não somente impeça que experimentemos uma verdadeira e profunda intimidade com Ele, mas também nos leva a experimentar o mundo externo como um mundo hostil e ameaçante, o que – na maioria das vezes – leva a pessoa a se fechar em si mesma.
Esta atitude de onipotência é conseqüência da falta de confiança em um Deus bondoso e misericordioso, sendo a causa do fechamento da pessoa em si mesma, a ponto de não ser capaz de olhar a seu redor com verdadeira entrega e amor, nem é possível que experimente um verdadeiro encontro com Deus, o que produz na pessoa uma sensação de vazio, de insatisfação, de frustração e, até mesmo, um sentimento de desconfiança com Deus. Assim, concluímos que para alcançar uma relação íntima com Deus, o mais importante é ter plena confiança Nele, esta confiança não se consegue se não estiver fundada no amor de um Deus bondoso e misericordioso.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

07 de Setembro: Dia da Independência


Introdução
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

O processo de independência
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
 Bandeira do Brasil Império. Primeira bandeira brasileira após a Independência.

Pós Independência
Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.
Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.
  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós



5 de Setembro

Beata Teresa de Calcutá"Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz." Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento. Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o "Dia da Inspiração", Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: "Tenho sede!". A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor "embaixadora" em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.


Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Que o nosso sim, seja como o sim de Maria...


"Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado" (Mt 23, 12).
Estas palavras de Jesus nos colocam diante de uma realidade fundamental acerca de nossa vocação. Como cristãos, somos chamados a acolher a cruz de Cristo em nossas vidas. Ele se humilhou, assumindo a condição de escravo, cuja vida não pertence a si mesmo, mas ao seu senhor. Como Ele, somos chamados a assumir o "ser servo". Para refletir sobre este tema, é muito importante olharmos para a mãe do Servo Sofredor, para a Virgem Maria.

Na Anunciação de que Nossa Senhora seria a Mãe de Jesus (cf. Lc 1, 31), ela responde ao anjo: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 38). Maria não somente se disse serva, mas se coloca a serviço de sua prima Isabel. Depois da resposta de Maria ao anúncio do anjo, ela visitou sua prima, a qual estava grávida de João Batista. Ao ouvir a saudação de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo e disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc, 1, 42b).

Assista também: "Tratado a Verdadeira Devoção à Virgem Maria", com padre Paulo Ricardo


Maria tinha acabado de chegar. Nem mesmo havia se colocado a serviço e foi exaltada pela saudação de Isabel. Esta declara Maria como a bem-aventurada, a realizada pelo fato de ter acreditado no anúncio do anjo: “Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lc 1,45). Mais ainda, Isabel profetiza o cumprimento da anunciação feita pelo anjo.

Depois das palavras inspiradas de Isabel, em Nossa Senhora, no cântico do “Magnificat”, realiza-se a profecia de Isabel. Maria experimenta, naquele momento, a exaltação de Deus: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 47-48a). Maria foi exaltada logo depois no anúncio do anjo, porque se fez humilde, fez-se serva do Senhor. Cheia do Espírito, Maria profetiza a exaltação que lhe será dada até o fim dos tempos: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1, 48b).

Como a Virgem Maria, que se fez serva, fez-se escrava do Senhor, somos chamados também a nos fazer servos, escravos por amor do Senhor. Acolhendo com humildade o desígnio de Deus para nós, o Senhor nos promete que seremos exaltados: “quem se humilhar será exaltado” (Mt 23, 12). Certamente, esta exaltação acontece aqui, ainda que não conforme a nossa vontade, e acontecerá plenamente na glória da Jerusalém celeste, onde estaremos na comunhão definitiva com a Santíssima Trindade, a Virgem Maria, os anjos e os santos.